Pix sem chave: como fazer e receber com agência, conta e CPF
Apps que Pagam

Pix sem chave: como fazer e receber com agência, conta e CPF

Neste artigo

    Nem todo mundo tem chave Pix cadastrada — e quem tem nem sempre quer passar o CPF ou o celular para um desconhecido. A dúvida aparece ao cobrar uma venda ou um bico e ao sacar o dinheiro de um app que paga.

    ✅ A resposta curta: dá para fazer e receber Pix sem chave. O Regulamento do Pix admite a inserção manual dos dados — instituição, agência, conta, tipo de conta e CPF de quem recebe —, e as regras do Banco Central obrigam o app do banco para pessoa física a oferecer essa opção a quem paga. O que não sai sem chave é o QR Code de cobrança, e com ele o Pix Copia e Cola. E passar agência e conta expõe mais dados seus do que uma chave aleatória.

    O que a regra do Banco Central permite

    A base está no art. 5º do Regulamento do Pix, anexo à Resolução BCB nº 1/2020 (versão vigente, atualizada em 27/04/2026). Ele admite dois procedimentos para iniciar um Pix: a inserção manual dos dados pelo usuário pagador e o uso de informações disponibilizadas antes — a chave, os QR Codes, a aproximação. A chave é um dos caminhos, não uma condição.

    O § 1º do mesmo artigo, incluído pela Resolução BCB nº 30/2020, lista o mínimo que qualquer Pix leva sobre quem recebe, seja qual for a forma de início: CPF ou CNPJ, o código da instituição (ISPB), a agência quando houver, o tipo de conta e o número da conta. A chave existe para que o banco de quem paga encontre esses dados no DICT, o diretório do Banco Central — e, pela definição do próprio regulamento, para ajudar a mitigar fraude. Quem digita tudo entrega os mesmos dados diretamente.

    Os Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário, versão 7.3, em item obrigatório, mandam oferecer ao cliente todas as seguintes formas de iniciação: chave, leitura de QR Code, Inserção de PSP, agência, conta transacional e CPF/CNPJ do usuário recebedor e Pix Copia e Cola. A versão 7.4, que vale a partir de 01/03/2027, mantém o item.

    A página do Banco Central sobre como receber um Pix, atualizada em 12/12/2024, diz o mesmo: É possível também informar os dados completos de sua conta ao pagador, caso você não tenha uma Chave Pix.

    Como receber Pix sem chave

    Quem vai pagar precisa de seis informações, que você copia da tela de dados da conta no app do seu banco:

    • Nome completo do titular;
    • CPF — inteiro, sem máscara;
    • Instituição — o nome ou o número do banco;
    • Agência, quando a instituição tiver;
    • Número da conta, com o dígito;
    • Tipo de conta — corrente, poupança ou de pagamento, do jeito que o seu banco descreve.

    A lista junta o mínimo do regulamento com o que os bancos publicam. O Nubank descreve o Pix por dados bancários como se faz em um TED: nome completo, CPF, número da instituição, agência e conta (texto atualizado em 28/08/2026). A CAIXA, na página do Pix, diz que dá para pagar quem não tem chave informando os dados da conta e CPF do recebedor. O Inter, na página de ajuda sobre como receber Pix, orienta quem não tem chave a passar os dados bancários, entre eles banco, agência, conta e tipo de conta.

    O tipo de conta não é detalhe. Na tabela oficial de rejeições do Pix existe um código só para ele, o AC14: Tipo incorreto para a conta transacional do usuário recebedor. Confira no app do seu banco como a conta está classificada antes de repassar. No Nubank, por exemplo, a conta é uma modalidade de Conta de Pagamentos, e o banco orienta quem transfere: se não houver a opção Conta de Pagamentos selecione Conta Corrente.

    Para quem vende ou faz bico

    Pela página do Banco Central sobre custo do Pix para pessoa física (atualizada em 12/12/2024), em regra não há cobrança para receber; ela só pode acontecer ao ultrapassar 30 transações Pix por mês, receber com QR Code dinâmico ou QR Code de um pagador pessoa jurídica. Das três hipóteses, duas envolvem QR Code, que exige chave; a das 30 transações não distingue a forma de receber. A mesma página diz que o MEI segue as regras de pessoa física.

    Como fazer Pix para quem não tem chave

    Para enviar, também não é preciso ter chave própria. Pelo Banco Central, pode fazer Pix qualquer pessoa física ou jurídica que tenha uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga em instituição participante. A CAIXA responde que a chave não é obrigatória para receber ou enviar.

    1. Abra a área Pix do app e escolha pagar ou transferir.
    2. Escolha a opção de dados bancários. No Inter ela se chama Agência e conta. O Mercado Pago, em texto publicado em 29/08/2026, descreve o passo como preencher os dados bancários manualmente.
    3. Preencha instituição, agência, conta, tipo de conta e CPF de quem vai receber.
    4. Confira o nome antes de confirmar. Os Requisitos Mínimos obrigam o app a Retornar o nome do recebedor, com base nos dados digitados pelo pagador, antes da confirmação da transação.
    5. Confirme e guarde o comprovante.

    Se o app da CAIXA respondeu Entidade não encontrada ao digitar a chave de alguém, o banco explica que aquela chave não está registrada. O caminho, diz o banco, é pedir uma chave válida ou os dados da conta para o envio do Pix.

    O que não sai sem chave: QR Code e Copia e Cola

    Para cobrar um pagamento, a resposta é não. O Manual de Padrões para Iniciação do Pix, versão 2.10.0, trata a chave como a primeira configuração do QR Code estático, e obrigatória: quem gera o código precisa informar uma chave válida no DICT. Sobre o dinâmico, o manual diz que ele também deve, necessariamente, ser configurado para apresentar uma chave do DICT. O Pix Copia e Cola é o código desse mesmo QR em forma de texto, e segue a mesma regra. A exceção do manual é o QR Code só de recorrência do Pix Automático, que autoriza débitos futuros e só empresa pode oferecer (art. 11-T, § 1º, do regulamento).

    O Banco Central fecha a questão na página para o cidadão: Para gerar um QR Code é preciso ter uma chave Pix cadastrada. Os Requisitos Mínimos ainda recomendam que o app, ao ver um cliente sem chave tentar gerar QR Code, avise dessa necessidade e o leve à tela de cadastro de chave. O Pix por aproximação vai pelo mesmo trilho: o art. 14 do regulamento, na redação da Resolução BCB nº 482/2025, manda identificar a conta de quem recebe por consulta ao DICT — o diretório das chaves — quando o Pix entre bancos diferentes começa por chave, por QR Code ou por aproximação.

    Com chave × sem chave: o que muda na prática

    O resumo do que as normas dizem para cada caminho:

    PontoPix por chavePix por agência e conta
    O que o pagador digitaSó a chave; o app não pode pedir mais nada sobre quem recebeInstituição, agência, conta, tipo de conta e CPF
    Consulta ao DICTSim, antes de pagar, quando os bancos são diferentesDispensada; o banco de quem paga valida os dados digitados
    O que aparece antes de confirmarNome completo, CPF mascarado e a chave; agência e conta ficam ocultasO nome do recebedor
    Erro de digitação típicoChave inexistente ou em formato inválido: aviso antes de pagarConta inexistente, tipo errado ou CPF que não bate: o banco de quem recebe pode recusar
    TempoAté 40 segundos no canal primário do SPIO mesmo teto: a regra fala em “um Pix”
    Caiu na conta erradaDevolução iniciada por quem recebeu, em até 90 diasA mesma regra, que vale para “todas as devoluções”
    O que o pagador fica sabendo de vocêA chave, o nome, o banco e o CPF, mascarado ou nãoNome, CPF inteiro, banco, agência e conta

    Os quatro códigos do dado digitado errado

    Quando o erro está no dado bancário, a recusa pode vir do banco de destino, na liquidação. O Manual de Fluxos descreve essa etapa: o banco de quem recebe valida a conta do usuário recebedor e faz anotação provisória de crédito nessa conta. Na planilha de códigos do SPI (catálogo 5.12.1), estes quatro descrevem dado bancário errado, e todos são gerados pelo participante do recebedor:

    • AC03 — agência e/ou conta inexistente ou inválida;
    • AC14 — tipo incorreto para a conta;
    • BE01 — CPF/CNPJ não é consistente com o titular da conta;
    • CH11 — CPF/CNPJ do recebedor incorreto.

    Mais do que o código, o que o app de quem paga precisa mostrar é o motivo: os Requisitos Mínimos exigem mensagem que especifique, entre outros casos, conta do recebedor inexistente. O que acontece com o dinheiro numa recusa assim está em Pix rejeitado pelo PSP do recebedor: o que significa.

    Prazo, limite e devolução

    Cai na hora do mesmo jeito

    O Manual de Tempos do Pix, versão 7.0, fixa o teto de 40 segundos para um Pix enviado para o canal primário do SPI, sem separar por forma de início. A página de limites do Banco Central (atualizada em 02/01/2026) também não separa chave de agência e conta: para o Pix comum, divide por horário e por tipo de recebedor, com R$ 1.000 das 20h às 6h para Pix destinado a pessoa física, salvo pedido expresso do cliente.

    Dado certo, pessoa errada

    O risco real não é a conta inexistente, que só gera recusa. É digitar os dados certos de outra pessoa e confirmar sem olhar o nome. Aí o Pix é concluído, e desfazer depende de quem recebeu: pelo art. 40, § 1º, do regulamento (redação da Resolução BCB nº 103/2021), a devolução deve ser iniciada pelo usuário recebedor, por conta própria ou por solicitação do usuário pagador, em até 90 dias da transação (art. 41-A, II).

    O próprio Banco Central é franco sobre o limite disso: Não há normas do BC ou CMN sobre devoluções em caso de engano ou erro do pagador. A página remete ao Código Penal, que trata da apropriação indébita, e orienta quem recebeu por engano a usar a função de devolução — não um Pix novo. Fraude, golpe e falha técnica seguem outro caminho, pela reclamação na instituição; o roteiro de conta errada está em qual chave Pix usar para receber de plataformas.

    App de renda extra que só aceita chave

    Aqui a regra citada acima não socorre. A obrigação de oferecer “agência e conta” está nos Requisitos Mínimos, e o documento diz que suas obrigações se destinam a aplicativos designados a pessoas naturais — o app do banco de quem paga. O formulário de saque de uma plataforma não é esse app; quem decide os dados que ele pede é a plataforma.

    Há plataforma que aceita conta, ao menos no que publicou. O blog do Méliuz, em texto de 05/10/2023, diz que no resgate para conta externa será preciso informar os dados bancários e, logo em seguida, aguardar até 7 dias, com o CPF da conta igual ao do cadastro; um artigo de ajuda da mesma época fala em até 10 dias corridos. Nenhum dos dois informa se o crédito sai por Pix ou por TED, e a central de ajuda atual só mostra as regras de resgate com login.

    Se o formulário só tem o campo de chave, não há contorno do lado de fora. O caminho é criar uma:

    1. Abra “Minhas chaves” no app do banco — é onde, segundo o Banco Central, se cadastra, altera e exclui chave.
    2. Prefira chave aleatória ou CPF, sempre de conta no seu próprio CPF. A comparação dos quatro tipos está em qual chave Pix usar para receber de plataformas de recompensas.
    3. Não apague nem troque a chave com saque pendente. O banco de quem paga consulta o DICT na hora do envio, não na hora do cadastro.
    4. Não sabe quais chaves já tem? O Banco Central indica o Relatório de Chaves Pix do Registrato, que lista todas.

    O limite é de 5 chaves por conta para pessoa física. Se o problema é a conta, e não a chave, o caminho está em como receber dinheiro online sem conta bancária.

    Chave aleatória resolve a privacidade?

    Em parte — e resolve melhor do que ficar sem chave. Pelos Requisitos Mínimos, no Pix por chave o app de quem paga mostra nome completo, CPF mascarado (no formato ***.777.888-**) e a chave, e O número da agência e o número da conta do recebedor não devem ser retornados para o usuário pagador. O comprovante, porém, traz o banco de quem recebe e o CPF mascarado ou não.

    • Chave CPF: quem paga conhece seu CPF completo, porque ele é a própria chave.
    • Celular ou e-mail: o número ou o endereço circulam, além do nome, do banco e do CPF, mascarado ou não.
    • Chave aleatória: a sequência de caracteres, o nome, o banco e o CPF, mascarado ou não.
    • Sem chave: nome, CPF inteiro, banco, agência e conta.

    A aleatória esconde celular, e-mail, agência e conta. Não esconde o nome, o CPF mascarado nem o banco — e é justamente isso que permite a uma plataforma conferir que a chave é sua. Sem chave, quem paga fica com tudo o que a chave CPF mostra, mais agência e conta; só não fica com celular nem e-mail.

    “Pix sem chave de segurança Bradesco” é outro assunto: a Chave de Segurança do Bradesco é uma função do app Bradesco que gera senhas numéricas para você acessar sua conta e confirmar transações nos canais digitais, não uma chave Pix.

    Leia também

    Fontes desta página

    Páginas consultadas em 23/09/2026. O Manual de Fluxos citado é a versão 2.1, vigente; o próprio documento anuncia a 2.2, com vigência a partir de 01/02/2027.

    Compartilhar: WhatsApp X Facebook

    Perguntas frequentes

    Dá. O art. 5º do Regulamento do Pix (Resolução BCB nº 1/2020) admite a inserção manual dos dados pelo pagador, e a página de perguntas frequentes do Banco Central sobre como receber um Pix, atualizada em 12/12/2024, diz que é possível informar os dados completos da conta ao pagador caso você não tenha uma chave. Quem vai pagar precisa do seu nome completo, do CPF inteiro, da instituição, da agência, do número da conta com dígito e do tipo de conta (corrente, poupança ou de pagamento).
    Na área Pix do app do banco, escolha pagar ou transferir e use a opção de dados bancários (no Inter ela se chama Agência e conta). Preencha instituição, agência, conta, tipo de conta e CPF de quem vai receber. Os Requisitos Mínimos do Banco Central, versão 7.3, obrigam o app do banco para pessoa física a oferecer essa forma de pagamento e a mostrar o nome do recebedor antes da confirmação. Confira o nome antes de confirmar. Para enviar, você também não precisa ter chave própria: basta ter conta corrente, poupança ou de pagamento em instituição participante do Pix.
    Para cobrar um pagamento, não. O Manual de Padrões para Iniciação do Pix, versão 2.10.0, diz que quem gera o QR Code estático precisa informar uma chave válida no DICT e que o QR Code dinâmico também deve, necessariamente, apresentar uma chave. O Pix Copia e Cola é o código desse mesmo QR em forma de texto. A página do Banco Central para o cidadão resume: para gerar um QR Code é preciso ter uma chave Pix cadastrada. A exceção no manual é o QR Code só de recorrência do Pix Automático, que autoriza débitos futuros e só pode ser oferecido a empresa com CNPJ ativo há pelo menos seis meses.
    As regras do Banco Central consultadas não fazem essa distinção. O Manual de Tempos do Pix, versão 7.0, fixa o teto de 40 segundos para um Pix enviado ao canal primário do SPI, sem separar por forma de início. A página de limites do Banco Central, atualizada em 02/01/2026, também não separa chave de agência e conta: para o Pix comum, divide por horário e por tipo de recebedor, com limite de R$ 1.000 das 20h às 6h para Pix destinado a pessoa física, salvo pedido expresso do cliente.
    Se a conta não existir, o tipo de conta estiver errado ou o CPF não bater com o titular, o banco de quem recebe pode recusar o Pix. Na planilha de códigos do SPI, quatro códigos descrevem esses casos, todos gerados pelo participante do recebedor: AC03 (agência ou conta inexistente ou inválida), AC14 (tipo de conta incorreto), BE01 (CPF ou CNPJ não consistente com o titular) e CH11 (CPF ou CNPJ incorreto). O risco maior é digitar os dados certos de outra pessoa e confirmar sem olhar o nome: aí o Pix é concluído, e a devolução deve ser iniciada por quem recebeu, em até 90 dias (arts. 40 e 41-A do regulamento). O próprio Banco Central informa que não há normas do BC ou do CMN sobre devolução em caso de engano do pagador.
    A obrigação de oferecer agência e conta, nos Requisitos Mínimos do Banco Central, se destina a aplicativos para pessoas naturais, ou seja, o app do banco de quem paga. O formulário de saque de uma plataforma não é esse app, e os dados que ele pede são escolha da plataforma. Há plataforma que aceita conta, ao menos no que publicou: o blog do Méliuz, em texto de 05/10/2023, descreve o resgate para conta externa com os dados bancários, CPF igual ao do cadastro e prazo de até 7 dias (outro artigo da época fala em 10 dias corridos); a central de ajuda atual só mostra as regras de resgate com login. Se o formulário só tem campo de chave, o caminho é criar uma em Minhas chaves, no app do banco, de preferência aleatória ou CPF, sempre de conta no seu próprio CPF, e não trocar a chave enquanto houver saque pendente. Cada conta de pessoa física comporta até 5 chaves.
    Em parte, e mais do que ficar sem chave. Pelos Requisitos Mínimos do Banco Central, no Pix por chave o app de quem paga mostra, antes de confirmar, o nome completo, o CPF mascarado e a chave, e não pode mostrar agência e conta; o comprovante traz ainda o banco de quem recebe e o CPF, com ou sem máscara. A chave aleatória esconde celular, e-mail, agência e conta, mas não esconde o nome, o CPF mascarado nem o banco. No Pix por agência e conta, quem paga precisa ter o seu CPF inteiro, o banco, a agência e a conta: é tudo o que a chave CPF mostra, mais agência e conta.
    Jeff Bruno

    Jeff Bruno

    Editor responsável do Ganhe Recompensa. Gerente de e-commerce há 5 anos em uma grande operação de varejo, desenvolvedor sênior full-stack e gestor de Google Ads. Vive de renda online do outro lado do balcão: monetiza os próprios sites com AdSense e Adsterra, faz YouTube há 3 anos com monetização, e opera SaaS em produção com clientes pagantes. Programa desde os 10 anos; no digital profissionalmente desde os 18. Curitiba/PR.

    Conheça o autor →

    Continue aprendendo

    Explore nossos guias completos sobre renda extra, pesquisas remuneradas e dicas para ganhar mais.

    Ver todos os artigos

    ✓ 100+ artigos  ✓ 100% gratuito  ✓ Atualizado em 2026

    ← Voltar ao blog