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Quem pesquisa como dar aulas particulares online quase sempre encontra a mesma resposta: uma lista de plataformas e uma tabela de quanto cobrar por hora. Falta justamente o número que decide se vale a pena — quanto sobra por hora depois que a plataforma tira a parte dela.
A diferença entre um modelo e outro é enorme. Numa plataforma que cobra 33% de comissão, uma aula anunciada a R$ 80 vira R$ 53,60 no bolso do professor. Em outra que não cobra comissão nenhuma, viram R$ 80 — só que aí quem paga a plataforma é o aluno, e isso muda quantos alunos chegam até você. Em uma terceira, você paga antes mesmo de conversar com o interessado, e o dinheiro some se você não usar.
Este guia compara o que cada plataforma cobra do professor, usando a página oficial de cada uma como fonte, e mostra a conta do líquido por hora. Onde a plataforma não publica o valor, está escrito "não publica" — isso também é informação útil na hora de escolher.
- Quanto cada plataforma cobra do professor (comissão, assinatura ou crédito)
- Quanto sobra de uma aula de R$ 80 em cada modelo
- Quais aceitam professor brasileiro e como pagam
- Quais exigem diploma ou certificação
- Plataforma x aluno próprio: o que rende mais e o que custa mais
- O que os termos dizem sobre levar o aluno pra fora da plataforma
💸 A conta que decide tudo: quanto sobra por hora
Anunciar R$ 80 por hora não significa receber R$ 80 por hora. Antes de escolher onde se cadastrar, vale entender que existem quatro formas diferentes de a plataforma ganhar dinheiro com você — e elas doem em momentos diferentes.
- Comissão por aula dada. A plataforma retém um percentual de cada aula. Você só paga quando ganha, mas paga pra sempre, em toda aula, inclusive com o aluno que já é seu há dois anos. É o modelo do Preply e do Wyzant.
- Assinatura paga pelo aluno. O professor não paga nada; quem paga uma mensalidade para conseguir falar com professores é o aluno. É o modelo do Superprof.
- Crédito pago pelo professor. Você compra crédito para desbloquear o contato de quem pediu orçamento. Paga antes de saber se vai fechar. É o modelo do GetNinjas.
- Preço fixo definido pela plataforma. Você não escolhe quanto cobra: a empresa paga uma tarifa por minuto trabalhado. É o modelo da Cambly.
Os custos que a palavra "comissão" esconde
Comparar só o percentual leva a decisões erradas, porque parte do custo real não está no percentual:
- A aula experimental. No Preply, a comissão sobre a primeira aula com cada aluno novo é de 100% — a plataforma fica com o valor inteiro dessa aula, segundo o artigo "Preply commission model" da Central de Ajuda da própria empresa. Quem dá muitas experimentais e converte pouco trabalha de graça várias vezes por semana.
- Crédito com prazo de validade. No GetNinjas, os pacotes de moedas expiram três meses depois da compra, e o saldo não usado é removido da conta, conforme a página oficial da plataforma. Moeda parada vira prejuízo.
- Taxa de processamento opcional. O Superprof não cobra comissão sobre as aulas, mas a página oficial da empresa informa uma taxa de processamento de 10% para o professor que decide cobrar as aulas através do Superprof — evitável recebendo direto do aluno.
- Saque e câmbio. Plataformas internacionais pagam em dólar, via carteiras como PayPal, Payoneer, Skrill ou Wise. Entre a tarifa de saque e o spread de conversão, o valor que cai na conta em real é menor que o valor bruto em dólar. Confira as tarifas vigentes no dia do saque, porque elas mudam.
📊 Como cada plataforma cobra do professor
A tabela abaixo resume o que cada plataforma cobra de quem dá aula, segundo as páginas oficiais consultadas em 12/08/2026. Onde a empresa não divulga o valor publicamente, está registrado como "não publica".
| Plataforma | O que cobra do professor | Quem sustenta a plataforma | Exige diploma? | Como paga |
|---|---|---|---|---|
| Superprof | Nada. Conta e anúncio grátis. 10% só se optar por cobrar pela plataforma | O aluno, com passe de R$ 69/mês | Não | Direto entre aluno e professor |
| Preply | 100% na 1ª aula com cada aluno novo; depois de 33% a 18%, conforme horas dadas | O professor, via comissão | Não | Carteira interna → PayPal, Payoneer, Skrill ou Wise |
| italki | 0% na experimental, 21% na avulsa, 19%/17%/15% nos pacotes de 5, 10 e 15-20 aulas, 30% em grupo (Central de Ajuda). O contrato não fixa percentual | O professor, via taxa de serviço | Não para tutor comunitário | Carteira italki, creditada quando o aluno confirma a aula |
| Cambly | Não cobra — mas você não define o preço: US$ 0,17/min (US$ 10,20/h) e US$ 0,20/min (US$ 12/h) no Cambly Kids | O aluno, por assinatura | Não — sem certificado, diploma ou experiência prévia | Semanalmente, por depósito |
| Wyzant | 25% de taxa de plataforma; o professor fica com 75% do valor anunciado | Professor e aluno | Não publica exigência de diploma | Pela plataforma, após a aula ser lançada |
| GetNinjas | Zero de comissão sobre o serviço; você compra moedas pra liberar contatos (pacote promocional de 500 moedas por R$ 69,90) e elas expiram em 3 meses | O profissional, comprando moedas | Não | Direto com o cliente; 100% do serviço fica com você |
Superprof: comissão zero, mas o aluno paga pra te achar
Segundo o guia oficial do Superprof para professores, criar a conta e publicar o anúncio é inteiramente grátis, e quem paga é o aluno: um passe de R$ 69 por mês, sem fidelidade, que libera contato com quantos professores ele quiser. Como o Superprof não fica com percentual das aulas, o preço que você anuncia é o preço que você recebe.
Isso tem um efeito colateral bom e um ruim. O bom: como o aluno investiu dinheiro só para conseguir falar com professores, quem entra em contato tende a estar realmente decidido. O ruim: o passe é uma barreira a mais entre o interessado e você — o volume de contatos é menor do que numa plataforma em que falar com o professor é grátis para o aluno.
Vale registrar que a página oficial do Superprof descreve uma taxa de processamento de 10% apenas para quem escolhe cobrar as aulas através da plataforma; recebendo direto do aluno, essa taxa não existe.
Preply: o modelo que mais assusta na primeira aula
O cadastro é gratuito e não há cobrança para manter o perfil no ar. A cobrança começa quando chegam as reservas — e começa forte. A comissão sobre a aula experimental com cada aluno novo é de 100%, e nas aulas seguintes ela vai de 33% para novos professores até 18% para quem acumula muitas horas na plataforma. Quanto mais horas você dá lá dentro, menor o percentual.
Na prática, o Preply cobra caro pela aquisição de aluno e vai ficando mais barato conforme você fica. Faz sentido para quem não tem nenhum aluno e quer volume rápido; faz menos sentido para quem já tem base própria e só quer um canal a mais. O pagamento cai numa carteira interna e é sacado por PayPal, Payoneer, Skrill ou Wise — todos disponíveis para brasileiros, o que resolve a parte do recebimento.
italki: o contrato não fixa a taxa, a Central de Ajuda publica
Aqui está o achado mais desconfortável desta pesquisa, e ele tem dois lados. A Política do Professor da italki, que é o documento oficial que rege a relação, não fixa um percentual. O texto diz que as taxas de serviço são descontadas quando os créditos vão para a carteira do professor e que podem variar conforme o tipo de aula, a quantidade de aulas do pacote e o desempenho geral do professor.
Ou seja: o percentual não está garantido no documento que vale juridicamente. Mas a Central de Ajuda da mesma empresa publica a tabela praticada, consultada em 09/09/2026: 0% na aula experimental e na instantânea de teste, 21% na aula avulsa, 19% no pacote de 5 aulas, 17% no de 10, 15% nos de 15 e de 20, e 30% na aula em grupo. As duas coisas convivem — o contrato reserva o direito de variar, a central publica o que se cobra hoje —, e é a tabela que serve para fazer conta: numa aula anunciada a R$ 100, 21% retêm R$ 21 e 15% retêm R$ 15. Antes de montar planilha, confirme na sua própria conta o valor efetivamente retido.
Cambly: previsível, e é isso que você compra
A Cambly funciona ao contrário das outras: você não define preço nem monta pacote. A página oficial para tutores informa pagamento por minuto conversado — US$ 0,17/min, ou US$ 10,20 por hora, e US$ 0,20/min (US$ 12/h) no Cambly Kids — com pagamento semanal. A mesma página é explícita ao dizer que não é preciso certificado de ensino, diploma de graduação nem experiência prévia como professor.
Multiplique US$ 10,20 pela cotação do dia para saber quanto isso representa em real. O ponto forte não é o valor: é a previsibilidade e a ausência de captação — a plataforma traz o aluno, inclusive sem agendamento. O ponto fraco é que existe um teto rígido, porque você nunca vai cobrar mais do que a tabela da empresa, por melhor que seja sua aula.
Wyzant: o percentual mais transparente da lista
O Wyzant publica a regra sem rodeio: o professor fica com 75% do valor por hora que anunciou, e a plataforma retém 25% de taxa. É a informação mais direta entre todas as consultadas. Em compensação, é uma plataforma americana, com concorrência americana e alunos que esperam atendimento em inglês.
GetNinjas: você paga antes de fechar
O GetNinjas não é uma plataforma de aulas — é um marketplace de serviços com uma categoria de aulas dentro. O modelo é diferente de todos os outros: não há comissão sobre o serviço, e 100% do valor combinado fica com o profissional. O que se paga são as moedas usadas para liberar o contato de quem pediu orçamento, vendidas em pacotes que começam em 500 moedas por R$ 69,90 no pacote promocional, com pagamento por Pix, transferência ou cartão.
Dois detalhes mudam a conta. Primeiro: você gasta moeda para tentar, não para fechar — se três pessoas não responderem, o crédito já foi. Segundo: os pacotes expiram em três meses, e o saldo não usado é removido da conta. Isso transforma o GetNinjas num canal de aquisição pontual, não num lugar para deixar o perfil parado esperando.
E o Profes?
O Profes aparece em praticamente todo guia de aulas particulares como a principal alternativa nacional ao Superprof. Uma verificação feita em 12/08/2026 mostra que o domínio profes.com.br responde com redirecionamento permanente (HTTP 301) para o superprof.com.br, inclusive nos artigos do blog, que apontam para o texto equivalente no Superprof. Quem for montar sua lista de cadastros em 2026 deve tratar as duas marcas como um destino só, e não como dois canais independentes de captação.
🧮 Quanto sobra de uma aula de R$ 80
Aplicando os percentuais oficiais a um mesmo valor bruto de R$ 80 por hora, o líquido fica assim. Os valores são o resultado da conta, não uma pesquisa de mercado:
| Situação | Retido | Sobra por hora |
|---|---|---|
| Superprof, recebendo direto do aluno | 0% | R$ 80,00 |
| Superprof, cobrando pela plataforma | 10% | R$ 72,00 |
| Preply, 1ª aula com aluno novo | 100% | R$ 0,00 |
| Preply, professor novo (faixa inicial) | 33% | R$ 53,60 |
| Preply, melhor faixa | 18% | R$ 65,60 |
| Wyzant | 25% | R$ 60,00 |
| italki | 21% avulsa / 15% pacote | R$ 63,20 / R$ 68,00 |
| GetNinjas | 0% + moedas | R$ 80,00 menos o custo do contato |
O que salta aos olhos: a mesma aula, com o mesmo preço anunciado e o mesmo esforço, pode render R$ 80 ou R$ 0 dependendo apenas de onde ela acontece e de ser ou não a primeira com aquele aluno. É por isso que a pergunta certa nunca é "quanto cobrar" — é "quanto sobra".
⚖️ Plataforma ou aluno próprio?
A comissão não é um roubo: é o preço da captação. A plataforma investe em anúncio, aparece no Google, garante o pagamento e coloca um aluno na sua frente sem que você precise fazer nada. Quando você vai atrás de aluno sozinho, esse trabalho não some — ele passa a ser seu.
Comparando os dois caminhos com honestidade:
- Plataforma: aluno chega sem esforço de divulgação, o pagamento é intermediado e o calote praticamente não existe. Em troca, o percentual é cobrado em toda aula, você compete por preço com dezenas de perfis parecidos e não é dono do relacionamento — se a conta for suspensa, a base de alunos vai junto.
- Aluno próprio: você fica com 100%, define suas regras de cancelamento e reajusta o preço quando quiser. Em troca, precisa produzir conteúdo, pedir indicação, responder curioso que não fecha e correr atrás de quem atrasa o pagamento.
Na prática, quem está começando raramente escolhe um dos dois: usa a plataforma como fonte de alunos enquanto constrói canal próprio, e vai migrando o peso conforme as indicações aparecem. A regra de bolso é olhar o líquido por hora dos dois lados — se a captação própria custa menos tempo por aluno do que a comissão custa em dinheiro, ela venceu.
🎥 O que é preciso ter antes da primeira aula
A lista real é curta, e nenhum item exige investimento alto:
- Conexão estável. Estabilidade importa mais que velocidade de pico. Teste no mesmo horário em que você pretende dar aula, que costuma ser o horário mais congestionado da casa, e prefira cabo ao Wi-Fi quando for possível.
- Câmera na altura dos olhos. A webcam do notebook aponta pra cima e distorce; uma pilha de livros embaixo do computador resolve de graça.
- Áudio antes de vídeo. Aluno tolera imagem ruim, não tolera áudio picotado. Um fone com microfone entrega mais qualidade percebida que qualquer upgrade de câmera.
- Fundo neutro e luz de frente. Janela ou luminária na sua frente, nunca atrás — luz atrás transforma você em silhueta.
- Ambiente silencioso e combinado. Quem mora com outras pessoas precisa combinar o horário antes, não durante.
- Um plano B. Internet do celular como reserva e o contato do aluno fora da plataforma de vídeo, pra avisar se algo cair.
Sobre exigência de formação, o levantamento é claro: nenhuma das plataformas consultadas condiciona o cadastro a diploma. A Cambly afirma explicitamente que não é preciso certificado, diploma nem experiência prévia. O que diferencia perfil que fecha de perfil que não fecha é a apresentação — vídeo de introdução, descrição objetiva do que você ensina e para quem, e avaliações dos primeiros alunos.
🏷️ Como precificar sem se sabotar
O erro clássico é escolher o preço olhando para o concorrente mais barato. O caminho melhor é partir do que você precisa receber e trabalhar de trás para frente.
- Defina o líquido que você quer por hora dada. Esse é o número que importa, não o valor anunciado.
- Divida pelo que sobra na plataforma. Para receber R$ 80 líquidos com 33% de comissão, o anúncio precisa sair por cerca de R$ 120. Com 18%, por cerca de R$ 98. Com 0%, por R$ 80.
- Some o tempo não pago. Preparar aula, corrigir exercício e responder mensagem entre aulas leva tempo real. Se cada hora de aula consome meia hora de bastidor, seu preço por hora está sendo dividido por 1,5 sem que você perceba.
- Considere as aulas experimentais. Em plataforma que retém 100% da primeira aula, cada aluno novo tem um custo embutido. Uma taxa de conversão baixa multiplica esse custo.
- Reajuste com os alunos novos, não com os antigos. Assim você sobe o preço médio sem gerar cancelamento na base que já paga.
Como referência de mercado, o próprio Superprof publica que as aulas anunciadas na plataforma variam entre R$ 40 e R$ 200 por hora, com as aulas online partindo da faixa de R$ 40 a R$ 70. É a faixa em que você vai competir — o que não impede ninguém de cobrar acima dela, desde que consiga justificar com resultado, nicho ou preparação específica.
⚠️ Levar o aluno da plataforma pra fora: o que os termos dizem
Essa é a tentação óbvia de quem paga comissão: conheceu o aluno na plataforma, combina de continuar por fora e fica com 100%. Antes de fazer isso, é preciso saber que a regra não é a mesma em todas, e a diferença é enorme.
A Política do Professor da italki proíbe expressamente. O documento lista entre as condutas vedadas incentivar ou permitir que alunos trabalhem com você fora da plataforma, ou aceitar pagamento fora dela, e orienta o professor a lembrar o aluno de que as aulas devem ser agendadas e pagas por dentro. A consequência prevista é suspensão ou desativação imediata da conta — com perda do perfil, das avaliações acumuladas e do saldo do relacionamento construído ali.
O Superprof funciona ao contrário: a página oficial da empresa afirma que, uma vez encontrado o professor, aluno e professor estão livres para levar a comunicação para fora da plataforma e continuar as aulas sem usar o Superprof, e que o aluno pode inclusive encerrar a assinatura depois disso. Faz sentido dentro do modelo — como a receita vem do passe do aluno e não das aulas, não há comissão sendo burlada.
A leitura prática: em plataforma que cobra por aula dada, saída pela porta dos fundos é violação de contrato com risco real de perder a conta; em plataforma que cobra assinatura do aluno, o contato direto faz parte do desenho. Leia os termos da que você escolher antes de combinar qualquer coisa por WhatsApp — a regra de uma não vale para a outra.
❌ Erros que custam caro no começo
- Comparar plataformas só pelo percentual. Uma comissão de 18% pode custar mais que uma de 25% se a primeira retém a aula experimental inteira e você converte pouco.
- Anunciar o preço que você quer receber. Em plataforma com comissão, o valor anunciado precisa embutir o que será retido, ou o líquido vem sempre abaixo do esperado.
- Comprar crédito sem plano. Moeda de marketplace com validade e sem rotina de resposta rápida vira dinheiro descartado em três meses.
- Não ter política de cancelamento por escrito. Combine antes o que acontece com falta sem aviso — depois do problema, qualquer regra parece arbitrária.
- Receber depois da aula. Pacote pago antecipadamente é o padrão do mercado e resolve calote e falta de compromisso de uma vez só.
- Depender de uma única plataforma. Conta suspensa sem canal próprio significa renda zero no mesmo dia.
✅ Por onde começar
- Escolha uma matéria e um público específico. "Inglês para entrevista de emprego" fecha mais que "aulas de inglês".
- Cadastre-se em duas plataformas com modelos diferentes — uma sem comissão e uma que traga volume — para comparar o custo de aquisição na prática.
- Grave um vídeo curto de apresentação. É o item que mais muda a taxa de resposta e a maioria dos perfis não tem.
- Defina o preço pelo líquido desejado, com a comissão de cada plataforma embutida no anúncio.
- Escreva sua política de cancelamento e pagamento antes do primeiro aluno e coloque no perfil.
- Depois de três meses, compare o líquido por hora de cada canal e concentre esforço no que sobrou melhor.
Páginas oficiais das próprias plataformas, consultadas em 12/08/2026. Comissões e tarifas mudam sem aviso — confirme na fonte antes de decidir:
- Cambly — página oficial para tutores (tarifa por minuto, pagamento semanal e ausência de exigência de diploma)
- italki — Política do Professor (taxas de serviço variáveis e proibição de atendimento fora da plataforma)
- italki — Central de Ajuda, tabela de comissão por tipo de aula (em inglês)
- Wyzant — estrutura de taxas para tutores (75% para o professor, 25% de taxa de plataforma) — sem link: a central de ajuda do Wyzant bloqueia leitura automatizada, então o dado fica atribuído em texto.
- Superprof — guia oficial do professor particular (conta grátis, passe de R$ 69/mês pago pelo aluno e faixa de comissão do Preply)
- Superprof — cobranças e pagamentos (ausência de comissão, taxa de processamento de 10% e regra sobre contato fora da plataforma)
- Superprof — comparativo de plataformas de aula particular (faixa de R$ 40 a R$ 200 por hora praticada)
- GetNinjas — como funcionam as moedas (pacote promocional de 500 moedas por R$ 69,90, validade de 3 meses e ausência de comissão)
As faixas de comissão do Preply (100% na aula experimental e de 33% a 18% nas demais) constam do artigo "Preply commission model" na Central de Ajuda da própria empresa, em help.preply.com, que bloqueia acesso automatizado; a mesma faixa de 33% a 18% aparece confirmada na página oficial do Superprof citada acima. O redirecionamento de profes.com.br para superprof.com.br foi verificado em 12/08/2026 por consulta direta ao servidor (HTTP 301).
Resumo
Dar aula online continua sendo uma das formas mais acessíveis de renda em casa: não exige diploma em nenhuma das plataformas consultadas, o investimento inicial é baixo e o aluno chega pronto. O que muda o resultado no fim do mês não é a matéria nem o preço anunciado — é o modelo de cobrança da plataforma escolhida.
Antes de se cadastrar em qualquer lugar, faça a conta com o seu número: quanto sobra por hora, incluindo o custo da aula experimental e do crédito comprado. Depois de três meses com dois canais rodando em paralelo, os dados da sua própria operação valem mais que qualquer tabela — inclusive esta.